Rotarys de Passo Fundo promovem projeto Corona Zero em asilos do Município
Postado em: 31 de Agosto de 2020 por Rotary Club de Passo Fundo
O Rotary Club de Passo Fundo e o Rotary Club de Passo Fundo Planalto Médio, em parceria com a Associação Brasileira de Portadores de Hepatite (ABPH), aplicaram testes para detecção do novo coronavírus em moradores e funcionários de asilos de idosos, legalmente denominados de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Os testes, realizados nos dias 13 e 14 de agosto, são do tipo RT-PCR, considerado o padrão-ouro no diagnóstico da Covid-19. A ideia partiu da ABPH, que buscou a parceria do Rotary para chegar ao maior número possível de comunidades no país. Passo Fundo é uma das primeiras cidades do Estado a receber os testes através do Rotary. Eles foram aplicados pelas próprias equipes de saúde das instituições, tendo sido contemplados 13 asilos na cidade, totalizando cerca de 580 pessoas. Segundo explica a presidente do Rotary Club de Passo Fundo, “foram três meses de cadastramento e preenchimento de requisitos necessários, com fila de espera de mais de mil instituições de todo Brasil, e felizmente fomos contemplados. Com certeza, essa testagem será de grande ajuda às ILPIs de nossa cidade, que estão tão fragilizadas neste momento”, falou Lisiane Sperotto Grando. O presidente do Rotary Club de Passo Fundo Planalto Médio, José Humberto Quevedo Melo, afirma que “a união entre os clubes da cidade permitem a transformação da realidade, no objetivo de atender a sociedade quando necessitada de auxílio”. O Projeto contou ainda com diversos apoiadores, como, por exemplo: a Secretaria Municipal de Saúde auxiliou na coleta de dados para o cadastramento das instituições, promovidos pelos dois clubes de Rotary, e a enfermeira Cássia Comin fez a ponte entre o clube e as ILPIs, bem como o treinamento dos profissionais de saúde para a aplicação dos testes; o Hospital São Vicente de Paulo doou gelox para conservação das amostras; o Hemocentro realizou a guarda temporária dos testes feitos; a vigilância em saúde realizou o transporte dos testes realizados até Porto Alegre para processamento, e vários rotarianos e outros voluntários emprestaram coolers, doaram materiais e realizaram a entrega dos testes nas ILPIs. Projeto em nível nacional O projeto foi apresentado pelo diretor do Rotary Internacional no Brasil, Mário César Martins de Camargo. “O Rotary nasceu com a demanda de servir aos outros, antes de fazermos por nós mesmos. A Rotarian Action Group (RAG) tem experiência na área da testagem desde o Projeto Hepatite Zero”, lembrou Camargo. A Fundação Rotária, fundo monetário para projetos do Rotary, forneceu 525 mil dólares aos 23 distritos brasileiros, que são regiões descentralizadas de organização. Estima-se, com base em estatísticas dos Estados Unidos e Europa, que 20 a 50% dos idosos nestes estabelecimentos poderão vir a óbito com o avanço da doença. A entidade está em busca de parceiros para que mais casas de idosos sejam abrangidas no projeto, segundo Camargo. “É uma chance única para podermos ajudar a essa faixa etária. Congregamos os governadores do Rotary pelo país”, concluiu. O presidente da ABPH e do Rotarian Action Group (RAG), Humberto Silva, o mentor do projeto, disse que a associação agiu muito rápido, depois da Organização Mundial da Saúde (OMS) ter revelado em 1º de maio que metade das mortes provocadas pela Covid-19 foram de residentes nessas instituições. “A ideia para este projeto, que era tão abstrato, se materializou e nos enche de alegria”, contou Silva. No Brasil, já há mais de 1.000 lares de idosos cadastrados e não houve nenhuma morte por coronavírus até o momento nas ILPIs em que os testes foram efetuados, o que demonstra o sucesso do projeto.






